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Adaptar The Witcher já foi um problema para Sapkowski.

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Adaptar The Witcher já foi um problema para Sapkowski.


O autor de The Wizard reflete sobre suas contribuições inexploradas e a experiência de ver sua criação ganhar vida.

Nas profundezas de um estúdio cheio de magia e monstros, Andrzej Sapkowski, o criador de The Wizarding World, observa com olhos críticos, mas curiosos, enquanto seu mundo de fantasia ganha vida na Netflix. Embora seu nome seja ouvido nas salas de produção, Sapkowski revela uma verdade amarga, mas engraçada: suas sugestões são frequentemente esquecidas.

Uma visão irreversível

Falando do coração da Comic Con de Viena, Sapkowski compartilha um vislumbre do set de filmagem com Serelkillerz: uma cena fascinante, mas sua voz como autor parece desaparecer no meio do set. “É normal, quem sou eu? Só o escritor”, brinca, refletindo a ironia de ser o arquiteto do universo agora nas mãos de outros.

Autor de seis romances da saga The Witcher, com um sétimo a caminho, Sapkowski criou o papel de parede narrativo que servirá de base para a adaptação da Netflix. A série contou com estrelas como Anya Chalotra, Freya Allen e Joy Baty sob a direção criativa de Lauren Schmidt Hissrich. Henry Cavill, que interpretou o icônico Geralt de Rivia até a terceira temporada, entregará o manto para Liam Hemsworth na quarta temporada.

Uma visão estranha para Sapkowski

É triste para o autor ver suas criações na tela. Em conversa com o canal do YouTube, Sapkowski admitiu ser um estranho ao processo visual, acostumado a construir o mundo com palavras em vez de imagens. “Cada adaptação visual me parece estranha”, admite, percebendo a sua representação do universo como uma reflexão interessante e por vezes surpreendente.

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Um herói entre dois mundos

O personagem central da saga, Geralt de Rivia, transcendeu as páginas escritas por Sapkowski, tornando-se um ícone cultural tanto nos videogames quanto na série Netflix. Esta transição de um meio para outro tem sido uma jornada fascinante, com cada adaptação acrescentando algo único ao mago. A atuação de Henry Cavill foi particularmente elogiada por sua fidelidade ao material original, capturando a essência do personagem por meio da força física e da complexidade emocional. Sua substituição por Liam Hemsworth na quarta temporada despertou esperanças e dúvidas entre os fãs.

Ao comparar Geralt em diferentes mídias, você pode ver como a adaptação afeta a percepção do personagem. Nos videogames, Geralt é apresentado de uma forma mais interativa e customizável, enquanto a série Netflix oferece uma perspectiva mais narrativa e estruturada. Esta diversidade de representação enfatiza a riqueza e versatilidade do mundo mágico, mostrando que um personagem pode se desenvolver e se adaptar enquanto mantém o conteúdo dentro de uma variedade de formas de arte.

Novas aventuras no horizonte

No vasto universo de The Witcher, Sapkowski criou não apenas um personagem, mas todo um mundo rico em mitologia e lendas. Essa profundidade narrativa é fundamental para a transição dos romances para a tela. A série Netflix, embora diretamente inspirada nos livros, também pega elementos dos jogos populares, criando uma fusão cultural que agrada a um público diversificado. Essa interação de mídias destaca a capacidade de Sapkowski de construir um universo que se presta a múltiplas interpretações, sem perder a essência.

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Com o início da produção da 4ª temporada, o início das filmagens é um mistério. A Netflix, por sua vez, alimentou as expectativas com o anúncio de um novo spin-off animado: The Witcher: Sirens of the Deep. Esta nova aventura conta com a voz de Doug Cockle, o ator que deu vida a Geralt nos videogames, mergulhando os fãs em profundezas desconhecidas.

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